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Trânsito
11/04/2018 17h00
Condutor consciente - Investimentos no trânsito visam salvar vidas nas ruas de Boa Vista

Radares de Velocidade
Radares de velocidade têm contribuído para a redução dos acidentes de trânsito com vítimas

Uma das principais preocupações da Prefeitura de Boa Vista envolve a segurança da população no trânsito. Por conta disso, o município tem investido para garantir a redução ao máximo nos acidentes e contribuir para que mais vidas sejam salvas em vias públicas. Isso inclui a implantação de radares de velocidade e de avanço de sinal vermelho, que têm proporcionado maior conscientização dentre os condutores sobre o respeito à sinalização e às regras estabelecidas para um trânsito mais seguro.

Antes da implantação desses equipamentos, os índices de acidentes com vítimas eram alarmantes, porém, aos poucos, os números foram reduzindo substancialmente. Comparando dezembro de 2017 com dezembro de 2016, a redução foi de 11% em acidentes com vítimas e 15% em se tratando de vítimas motociclistas.
 
Os seis radares de velocidade influenciaram positivamente para essa mudança de consciência entre os condutores, uma vez que o excesso de velocidade representa uma das principais causas de morte no trânsito em todo o país. Para a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, os investimentos no trânsito são feitos conforme estudos técnicos que identificam pontos estratégicos onde há maiores índices de acidentes.
 
“Tudo o que nós implantamos de semáforo, sinalização horizontal e vertical, radares de velocidade, de avanço de sinal, é porque temos dados e estudos que comprovam a necessidade dos equipamentos para evitar acidentes e mortes nas ruas da nossa cidade. Em todas as cidades grandes do país e cidades de países de primeiro mundo o trânsito funciona porque há investimentos, fiscalização e as pessoas respeitam as regras. Devemos dirigir por nós, pela nossa família e pelos outros”, reforça.  
 
João Feitosa - instrutor de trânsito
João Feitosa, instrutor de trânsito: "Para muitos, é mais conveniente culpar o município pelas regras de trânsito que simplesmente cumpri-las"
 
Para o instrutor de trânsito do Sest Senat/RR, João Feitosa Jr., toda ação que combata a imprudência nas ruas deve ser motivo de comemoração entre os cidadãos. Ele afirma, por exemplo, que a velocidade máxima definida em sinalização deve ser cumprida, independente de ter ‘pardal’ ou não na via pública e que isso é possível graças aos estudos de engenharia de tráfego que foram empregados para se estabelecer o limite a ser obedecido. 
 
“Uma vez que a engenharia de tráfego do município verifica que em determinado trecho precisa ter, por exemplo, 20km/h, o condutor, seja qual for a categoria, tem de respeitar aquela determinação. Pois é preciso observar o entorno se há escolas, hospitais ou grande fluxo de pessoas que valide a definição do limite de velocidade. Nenhum condutor tem amparo legal para andar em alta velocidade na ausência de sinalização adequada”, afirmou o instrutor.
 
Segundo o artigo 61, parágrafo 1o do CTB, onde não houver sinalização, algumas regras deverão ser obedecidas. Nas vias urbanas, por exemplo, a velocidade máxima em vias de trânsito rápido será de 80 km/h. Nas vias arteriais, que é o caso das grandes avenidas de Boa Vista, a velocidade será de 60 km/h. Nas vias coletoras, 40 km/h e nas vias locais, 30km/h. A primeira coisa a ser feita é o condutor identificar o tipo de via para assim cumprir com a velocidade máxima permitida.
 
João ressalta que o problema é que a maioria dos condutores esquecem desses detalhes e acabam cometendo as infrações. “Muitas vezes, são questões básicas ensinadas nas aulas de autoescola. Assim, para muitos é mais conveniente culpar o município pelas regras que são apresentadas que simplesmente cumprir com a regra com o qual se está habilitado a fazer”, disse.
 
Excesso de velocidade – A estudante Débora Pêgo garante que já escapou diversas vezes de ser vítima de acidentes de trânsito em plena faixa de pedestres. Isso por conta da imprudência de condutores que trafegam em alta velocidade, muito acima do permitido. Uma das principais vias nesse quesito é a Ville Roy, por onde ela passa diariamente para chegar até a faculdade onde estuda. Segundo ela, a implantação dos radares, por exemplo, melhorou bastante o tráfego na avenida, garantindo mais segurança a pessoas como ela.
 
“A avenida tem um histórico de muitos acidentes, principalmente por excesso de velocidade. Depois que foram instalados radares, o tráfego melhorou muito. Mas ainda há quem não respeite. Eu atravesso com cuidado pela faixa, confiando que os carros parem. Pois já aconteceu de estarmos atravessando e um carro passar direto, enquanto ainda estávamos na faixa”, afirma Débora.
 
Débora Pêgo - estudante
Débora Pêgo, estudante: implantação dos semáforos melhorou o trânsito, principalmente para pedestres
 
João Feitosa explica que a definição dos limites de velocidade não é feito de forma aleatória, mas obedece a uma série de fatores, como geometria e condições da via em questão, da categoria de veículos que nela circulam, assim como, dos conflitos de tráfego no entorno. Isso para possibilitar condições favoráveis ao tempo e à distância de reação do condutor.
 
“Por exemplo, um condutor trafegando pela avenida Ville Roy, a 60km/h, em dia de sol, com a pista seca e com o veículo em perfeitas condições, vai precisar de mais ou menos 15 metros para efetuar a parada total do veículo. Pois é observado nesse caso o coeficiente de atrito entre o pneu e o solo e que varia de acordo com as condições, tanto da pista, quanto do pneu”, disse João.
 
Outro ponto a ser observado é a atenção do condutor para que seja efetuada uma frenagem segura. O tempo de reação nesse caso é de um segundo para o obstáculo ser observado e mais um segundo para se tirar o pé do acelerador e iniciar o processo de frenagem.
 
“O que acontece muito, principalmente nas faixas, é que o pedestre sinaliza e inicia a travessia da pista, confiando que o motorista lhe viu. Mas muitas vezes, este está acessando o celular ou mexendo no som do carro e não percebe e acaba ocasionando o acidente”, completou João. 
 
Diferença nos limites de velocidade – Em Boa Vista, predominam as vias arteriais, coletoras e locais. Conforme já foi dito, nas vias arteriais o limite de velocidade permitido é de 60km/h. Porém, algumas avenidas, como é o caso da Glaycon de Paiva e Brigadeiro Eduardo Gomes, foi definida a velocidade máxima de 50 km/h. Segundo o instrutor João, a prefeitura está correta em estabelecer essa distinção, pois nesses casos, são também observadas elementos como fluxo de veículos, faixa de pedestres, ciclovias, entre tantos itens.
 
Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes
Devido ao grande fluxo de veículos, a velocidade máxima permitida em avenidas como a Brig. Eduardo Gomes é de 50km/h.
 
“Se o município entender que o limite tem que ser 30km/h, mesmo sendo via arterial, têm todo o direito de fazer isso, se observar todas essas questões importantes. Os condutores devem se adequar, pois a prudência na velocidade não é mera questão administrativa. Envolve saúde pública e salvação de vidas. Logo, não é o Código de Trânsito que deve se adequar ao condutor, mas o condutor quem deve se adequar ao Código. Segurança sempre vem em primeiro lugar”, finalizou.
 
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