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Saúde
11/07/2018 15h47
Sarampo: Prefeitura capacita imigrantes em estratégias de saúde para atuarem como voluntários

A ideia é que esses profissionais atuem como voluntários para reforçar os cuidados de prevenção de doenças dentro dos abrigos

 Jornalista: Jamile Carvalho


A Prefeitura de Boa Vista iniciou nesta quarta-feira, 11, no Centro de Ciências da Saúde, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), uma capacitação abordando diversas estratégias de saúde voltadas para os imigrantes venezuelanos que são profissionais de saúde e moram nos abrigos da capital. As atividades seguem até esta quinta-feira, 12.  

 


 

A capacitação conta com a parceria da Agência da ONU para refugiados no Brasil (ACNUR), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Universidade Federal de Roraima (UFRR) e Ministério da Saúde. A ideia é que esses profissionais atuem como voluntários para reforçar os cuidados de prevenção de doenças dentro dos abrigos orientando os demais sobre os fluxos de atendimentos utilizados pela rede de saúde em todo o estado.

 

Mais de 50 profissionais entre médicos, paramédicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, socorristas e educadores participam da capacitação. Nestes dois dias, os coordenadores da capacitação devem implementar a vigilância em saúde pública, definir ações e fluxos através da participação voluntária de profissionais, com a finalidade de otimizar recursos na atenção à saúde da população no interior dos abrigos e encaminhamento ao Sistema Único de Saúde.

 


 

A fisioterapeuta Gabriela Marchan, 30 é uma das voluntárias. Ela já ajuda dentro do abrigo um senhor que teve AVC. Ela está há sete meses em Boa Vista, há quatro no abrigo do Tancredo Neves, tem um filho autista que mora com a mãe ainda na Venezuela. Gabriela conta emocionada que chegou caminhando de Santa Helena até Boa Vista a pé com seu esposo. Antes de chegar no abrigo, trabalhou fazendo de tudo em uma pousada, logo em seguida quando foi demitida, por questões financeiras dos proprietários, passou dois dias na rua, na praça das águas.

 

“Eu agradeço muito a oportunidade de hoje estar aqui aprendendo com vocês para poder ajudar os meus amigos no abrigo, meu desejo é ajudar o próximo com meus conhecimentos, queremos uma oportunidade de trabalhar e ajudar. Essa é uma forma de recompensar pelo que estão nos ajudando. Toda essa situação que estamos passando nos ensina a sermos fortes”, diz Gabriela. 

 

A superintendente de atenção básica de Boa Vista, Érika Madelaine Carvalho destaca que a capacitação é uma troca de experiências com os profissionais. “É mais uma oportunidade para que eles como voluntários conheçam a operacionalização do SUS dentro do município de Boa Vista e possam ser agentes de vigilância dentro dos abrigos”.

 

Em Boa Vista existem atualmente oito abrigos com aproximadamente 3.787 pessoas e um em Pacaraima, com maioria de população de indígenas, de 500 a 600 pessoas aproximadamente.

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